sexta-feira, 1 de junho de 2012

Que noite quente a de hoje

As sombras passeiam-se nas fachadas do Rossio, janelas teimosas de águas-furtadas que espreitam a praça, no piscar de olhos mais delicioso da arquitectura de Lisboa. A praça está cheia de gente numa noite tórrida do Verão que ainda não veio. Do espectáculo de abertura das Festas de Lisboa só vi rasgos, luzes soltas, cores dispersas. Liberta, andei pela cidade que me ama, de pessoas juntas na alegria de quem vive realmente. E nisto, faltam seis minutos para o comboio. Pego nas pernas e num pulo chego à Estação do Rossio, onde todas as noites desfaço o abraço que me une à alma lisboeta.

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